domingo, dezembro 16, 2012

C. M. DE VIÇOSA E A PARTICIPAÇÃO FORMATADA



Pequeno parênteses nos projetos para publicar a postagem-desabafo da minha mãe sobre os últimos acontecimentos viçosenses. Eu mesmo já havia postado alguma coisa sobre isso, mas muito "tweeter-like"... Curto e grosso.


Acho que, prá variar, a Don'Ana se expressou melhor...


Segue abaixo:


"Para alguém, agitado e falante como eu, é um sacrifício, incomensurável, ter que usar apenas gestos e paramentos gráficos para externar sentimentos tão diversos, quando incitado por falas tão contundentes e não menos contraditórias de quem está (regimentalmente) autorizado a fazer valer o direito à palavra (literalmente, palavra). Ai, palavra! Que gastura que dá, tê-la na boca, na ponta da língua e não a poder pronunciar!

Câmara de Viçosa e a manifestação-para-as-câmeras... Dá vontade de rir... Prá não chorar!...


Refiro-me, às Reuniões da Câmara Municipal de Viçosa e, especialmente, à que acabo de participar. Participar?! Não é essa a sensação que tenho ao sair de lá. Preciso falar!
Falar da tristeza que me dá sentir que a cultura política de Viçosa não esteja em sintonia com o potencial que conseguiu produzir em seu percurso sócio-histórico de formação cultural. Quem pensa Viçosa, lá fora, não consegue acreditar que por aqui aconteçam coisas como as que hoje presenciamos.
Quem assistiu à Reunião da Câmara Municipal teve elementos para reconhecer, no âmbito de poder do executivo municipal, duas questões que ilustram o despreparo (para não dizer incompetência ou coisa pior) dos mandatários no exercício de suas funções, tanto de planejamento quanto de encaminhamento e de execução. Refiro-me, especialmente, à proposta “relâmpago” de “reforma da Máquina” e à desconcertante exposição/propaganda das obras de uma Secretaria.
No contexto do legislativo, evidencia-se pouco esforço para articular uma real aproximação entre as instâncias do saber e do fazer.
É um absurdo inconcebível, uma cidade com um potencial técnico-científico como Viçosa não conseguir produzir propostas e obras com a excelência de que é capaz. No meu entender, está faltando humildade entre as partes (a que produz saber e a que efetiva o fazer) que, como partes, isoladamente, não conseguem avançar e produzir uma cidade melhor, em todos os sentidos e dimensões. Ao invés disso, consegue, sim, piorar dia-após-dia.
A impressão que se tem é que as “Quatro Pilastras”, onde se pode ler “Estudar/Saber/Agir/Vencer”, mais do que um MARCO, têm se constituído em um MURO, a exemplo do Muro de Berlim, que separa duas instâncias, antagônicas, quando poderiam ser complementares, por fazerem parte de um mesmo universo.
Mas o alento vem do avanço que se efetiva no contexto da participação da sociedade, quer em movimentos organizados ou em manifestações pontuais, numa mostra clara e expressiva de quem desperta e quer despertar, também presente nessa mesma Reunião. Alvíssaras!!!"


Alguém tem que mostrar para os hóspedes, quem são os verdadeiros DONOS DA CASA!!!

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quinta-feira, dezembro 13, 2012

PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO - Edifício Cultural UFV

Vamos ao que ME interessa! Projetos em desenvolvimento... 

Apresento abaixo alguns esboços do projeto para um edifício cultural na UFV, anexo à antiga "Casa de Hóspedes", hoje abrigando o Museu Histórico da UFV.

Os esboços apresentados a seguir ainda não podem ser considerados representação do edifício - não se pode dizer que a forma apresentada será a forma do edifício - uma vez que possuo dados ainda muito genéricos sobre o escopo do projeto. Encarem, portanto, como uma mancha de intervenção: uma definição geométrica prévia das primeiras relações que o novo edifício PODE ter com o edifício do qual é anexo e seu entorno.

Vista aérea - a "mancha" do anexo corresponde ao volume transparente atrás da Casa de Hóspedes

Vista lateral - dá para ver melhor o volume "encaixado" no volume principal...
Potencialmente um cinema

Vista pela rampa de acesso ao estacionamento da CEF - dá prá sentir melhor como ficaria
a rampa de acesso.

Vista frontal a partir do Alojamento Novíssimo - compreensão da inserção da "mancha"  volumétrica
em seu entorno imediato.
E é isso aí...

É importante frisar que esse estudo é PROSPECTIVO. Não dá prá saber nem se a UFV vai se interessar em executá-lo. É uma proposta para consideração: tem muito caminho prá andar até, quem sabe, se tornar edifício.

Çaê!

;J

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TENHO MESTRADO (do verbo Mestrar...)

Tenho mestrado ultimamente. De novo. E tenho sofrido... Acho que (nossa... Comecei com um "acho"...) nunca dei muito certo com a academia.

É a forma de pensar. Certamente que é. A linearidade tediosa da leitura dos textos científicos praticamente impossibilita que eu consiga ler mais de duas páginas sem me perguntar "que diabos eu estou fazendo aqui?"... Sou, definitivamente, um cara da ação, da operação, empírico pela própria natureza e diletante por formação. Me peça (peça-me) para ficar 12 horas sentado numa cadeira desconfortável, morrendo de calor no meu gabinete branco-gelo resolvendo qualquer questão banal de projeto mas, PELO AMOR DE dEUS (!), se existir outra opção, não me obrigue a ficar quinze minutos corridos lendo alguma coisa sobre a NONO NONONON ONO de NONO NONO NO: Uma abordagem fenomenológica. Agrava minha situação o fato de não ter me desvencilhado temporariamente do serviço para mestrar (leia-se, portanto, nem uma coisa, nem outra). Erro crasso. Sei que muita gente consegue (nunca sem sequelas) mestrar e trabalhar simultaneamente. Acontece que, prá mim, companheir@, não rola. Quando estou com um projeto na cabeça, fermantando, borbulhando, eu mal consigo dormir (coisa boa demais!) que dirá ler! Escrever!

Nossa! ESCREVER!... Escrever, então é um capítulo à parte (se é que você me entende...)!! Uma letrinha depois da outra palavra depois da outra linha depois do outro parágrafo depois do outro capítulo... O começo, o meio e o fim... NECESSARIAMENTE NESSA ORDEM!!! Admiro quem consiga... Mentira. Não admiro não!... Respeito... Pq qualquer profissão/atividade/ocupação, realizada com capricho, merece respeito. Mas, admirar... É demais prá mim.

Mas... Apesar disso tudo, tenho mestrado. Sou um garoto de programa (de pós-graduação). Mestro por dinheiro, com orgulho... Mas, afinal, jogue a primeira pedra aquele que não. Em algumas ocasiões, até consigo fingir prazer... Mas, no fim, é só o dinheiro mesmo.




Retomo esse blog, sem o compromisso de retomar. Vou dar aqui, vazão ao prazer que tenho que é criar... Criar Arquitetura... Buscar a boa Arquitetura... É assim que sei construir conhecimento.

Çaê
;J

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quinta-feira, outubro 14, 2010

SAMBA NA GAIOLA - O.P.

Curti bastante o samba que fizemos em Ouro Preto. Tudo dentro de um bom ambiente, como deve ser o clima de um samba. Destaque para a excelente recepção do Terror e da Simone em sua residência, num cantinho especial ali do Alto das Dores.


Fez dia claro e quente, como deve ser um dia de samba. Começamos a tocar aquele repertório que me faz feliz (exatamente pelo imprevisto, pelo improviso)... Os bons sambas, dos bons bambas. Cachaça boa na cabeça, alegria à flor da pele... É certo que o público lá da Gaiola de Ouro não interagiu intensamente, mas respeitou a roda; roda esta que esteve maravilhosa, coesa, definitivamente completa com as pastoras em figurino especial e bela atuação.



Enquanto for assim, essa brincadeira boa, em que toda evolução é um presente, um deleite, puro prazer prá quem faz, eu vou... Vou sim!

As fotos dessa postagem foram tiradas pela Simone... Reparem na minha absoluta falta de fotogenia! Hehehe

segunda-feira, outubro 11, 2010

VIÇOSA: FAZENDO O CERTO, DE FORMA ERRADA


Já estava acostumado com a idéia de Viçosa fazer sempre a coisa errada, não importava de que assunto falássemos. Tá lá no Blog do Agnaldo, prá qualquer um ver... Agora, Viçosa acaba de inaugurar a categoria "fazendo o certo, de forma errada". Esse paraciclo foi instalado num dos locais mais movimentados de Viçosa, o que me faz pensar, seriamente, no que estariam pensando nossas autoridades de trâsito ao fazer isso, que eu classificaria, em tempos de Bienal, de um infeliz happening.

segunda-feira, setembro 27, 2010

PROJETO X OBRA - Saudinha





As obras do REUNI no Campus UFV vão (finalmente) de vento em popa... Ao passo que vão sendo finalizadas as etapas, publicarei aqui alguma discussão sobre o que foi projetado e o que foi, efetivamente edificado.
Em fase de últimos arremates, a obra do Anexo à Divisão de Saúde (ou Laboratório de Habilidades ou, ainda, simplesmente, "Saudinha") surgiu da necessidade de os cursos de Enfermagem e Medicina terem uma estrutura provisória para disciplinas específicas até que a obra do Departamento de Saúde estivesse concluída. Inicialmente, a intenção da UFV era de reverter posteriormente essa estrutura para somar-se ao espaço da Divisão de Saúde. Contudo, tenho visto que, pelo andar da carruagem, seu destino poderá ser diferente.
O edifício foi concebido de forma a se integrar ao entorno, sendo contudo, diverso dele. Composto por volumes simples, tem como única interferência na pureza da volumetria a marquise branca em balanço, que antecipa a claridade do interior.
Situado ao lado da fachada oeste da Divisão de Saúde, fazem parte do projeto duas estratégias bioclimáticas que, de certa forma definem o edifício: o brise vegetal ao longo da fachada Oeste e o shed interno, que funciona como elemento que tem ao mesmo tempo, as funções de exaustão de ar quente e de trazer para dentro do prédio a luz do dia, difusa pela laje curva que estrutura o shed.
De forma geral, a obra foi fiel ao projeto. Em seu desenvolvimento, o projeto passou por uma grande modificação, em função de alterações em seu escopo, fruto natural da estruturação dos cursos de Medicina e Enfermagem, processo que aconteceu concomitantemente ao do projeto.

Obs: Lembrando de mais alguma coisa e/ou tendo mais paciência, complemento essa postagem

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domingo, setembro 26, 2010

NOSSA PRIMEIRA MICARETA GAY



Espaço eu tenho, só me falta o glamour!...

Foi esta a sensação que me passou a nossa primeira micareta GLBT. Se, de um lado, é fato que a festa conseguiu juntar em aparente harmonia as mais diversas tribos (das filhas de maria à moçada do funk, passando por todas as cores do "movimento"), de outro certamente pecou pela precariedade da estrutura. Afinal de contas, Drag Queen iluminada no palco por duas lampadazinhas de "60 velas" é imperdoável, hehehe... A despeito disso tudo, foi bacana. Em tempos de abraçar balaústre e outras caratices, cafonices bairrismos e anacronismos, a parada GLBT mostra que nossa cidade está precisando é de gente que perceba o potencial que eventos dessa natureza têm para diminuir nossa pobreza material e espiritual.

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